Doenças
- Prevenção
e Tratamento
Prevenção
e Tratamento
Nem
sempre é fácil
reconhecer quando as nossas aves estão doentes, se bem que,
como já demos a entender, uma ave bem alimentada e cujos preceitos
de higiene sejam cumpridos, tenha à partida muito menor probabilidade
de adoecer. Acontece, porém, como a qualquer ser vivo, por uma
razão, aparecer doente. Assim, é de primordial importância
reconhecer precocemente os sintomas ou sinais mais freqüentes
de certas afecções para que possamos atuar rapidamente,
administrando o produto mais indicado pra cada caso. Os seguintes sintomas
poderão dar indicação de uma doença mais
ou menos séria, pelo que em casos mais difíceis, aconselha-se
a procura de um veterinário.
Modificação
no aspecto das fezes, uma ave doente poderá apresentar:
§ Diminuição
na quantidade das fezes
§ Modificação
na cor dos uratos da urina
§ Aumento
da porção de urina (poliúria)
§ Diminuição
do volume das fezes com aumento dos uratos
§ Diminuição
ou excessivo consumo de alimentos ou água
§ Modificação
de atitudes (comportamento ou hábitos)
§ Atividades
diminuída (perda de canto, sonolência, falta de resposta
aos estímulos)
§ Alteração
no peso ou condição física geral
§ Modificação
da aparência e postura (penas erissadas, fraqueza, perda do equilíbrio,
posição anormal no poleiro, no fundo da gaiola, asas
caídas, convulsões)
§ Dificuldade
na respiração (a cauda move-se para baixo e para cima,
respiração ofegante após esforço, alteração
na voz, ruídos respiratórios tais como: espirros, estalidos
ou silvos, "tosse")
§ A
ave aparenta leveza, uma quilha proeminente, devido a perda de tecido
muscular do peito (grave).
§ Inchaços
no corpo Feridas ou hemorragia vômitos ou regurgitação,
corrimento nasal (olhos e bico).
Estes são
os sinais mais preocupantes, pelo que deverá tomar as medidas
adequadas, não dê antibióticos sem saber exatamente
as causas. Enquanto não consultar um técnico, poderá no
máximo dar água morna com café e açúcar.
Não espere para o dia seguinte, consulte o seu veterinário.
Outros sintomas menos graves, mas que por serem anormais devem merecer
atenção e a procura das suas razões são:
- Muda anormal e prolongada das penas - Perda de penas ou inchaço à volta
dos olhos - Falta de força nas patas - Patas inchadas - Crescimento
anormal do bico ou unhas - Crostas nas narinas.
Nota
importante: Ao adquirir uma ave, nunca a junte de imediato às que eventualmente
já possua. Deve fazer-lhe uma quarentena (15 dias), administrando-lhe
um anti-stress e efetuando-lhe uma desparasitação.
Peito Seco:
A emaciação (ou caquexia) é conhecida por muitos
como "peito seco", "peito em quilha", ou "peito
faca". Ao contrário do que muitos acreditam ser uma doença,
a emaciação é, na verdade, sinal marcante decorrente
de infecção crônica, relacionada com a queda da
imunidade da ave.
A caquexia é caracterizada
por uma perda da musculatura peitoral e uma protusão do osso
externo, também chamado de quilha. A ave apresenta uma fraqueza
progressiva, mal-estar, perda de apetite e desgaste geral; conseqüentemente,
há diminuição do apetite e há redução
do aproveitamento dos alimentos, levando a quedas nas reservas de gordura
da ave, que passa então, a aproveitar-se da única reserva
que lhe resta, as proteínas musculares, principalmente as proteínas
da musculatura peitoral, que é a maior.
São
várias as causas, sinais e sintomas que caracterizam esta síndrome.
Mas geralmente observa-se com certa freqüência a "diarréia
branca", que na verdade não é uma diarréia
e sim um excesso de urina (poliúria) e de uratos (poliuratos).
As principais
causas observadas são: bacterianas (incluindo bactérias
gram-negativas e gram-positivas), clamidioses, fúngicas, endoparasitárias,
metabólicas, nutricionais, tóxicas, físicas, neoplásicas
e síndrome de dilatação proventricular (SDP),
entre outras. Para um tratamento correto é preciso diagnosticar
a infecção bacteriológica, devemos averiguar:
qual é a bactéria causadora e qual é o antibiótico
recomendado?
São
vários os responsáveis pela Emaciação,
entre eles estão: Mycobacterium, megabactérias, Chlamydia
psittaci, Aspergillus, coccídios, trichomonas, peritonite crônica,
inanição, intoxicação por chumbo, lesões
orais e anormalidades do bico.
Nos canários
e fringilídeos incluem-se como principais causas as megabactérias,
candidíase endoventricular, peritonite crônica, inanição,
micobacteriose ou infecção por Cocholosoma. Em tucanos,
temos a hemocromatose e diabetes melito.
As
causas comuns em pequenos psitacídeos são condidíase,
peritonite crônica, inanição e girardíase.
As aves jovens, de modo geral, sofrem de candidíase, SDP, clamidiose
e inanição.
Conhecer
o plantel, seu manejo, alimentação, atividade de postura,
a história clínica do plantel e da(s) ave(s) irá ajudar
a direcionar o diagnóstico.
Por exemplo,
aves isoladas e as de coleções fechadas ficam comumente
doentes devido a infecções fúngicas, problemas
metabólicos ou nutricionais; Aves recém-expostas a outras
aves adoecem por causa de doenças infecciosas, clamidioses e
isoladas também ocorrem em situações de grupo.
Causas tóxicas
e infecciosas podem ser a etiologia quando muitas aves são afetadas.
Fatores ambientais também contribuem, devido ao estresse a que
as aves são submetidas. Uma mudança de ambiente, um campeonato,
uma feira de exposição, erros na prática de manejo
e de higiene, podem levar ao estresse, responsável pelo aumento
da suscetibilidade a doenças bacterianas e fúngicas.
Portanto,
concluímos que não existe apenas uma causa para a "doença
do peito seco" e sim um complexo de fatores e mecanismos que devem
ser definidos para que possa ser tratada de forma correta e rápida.
Quando ocorre o consumo de proteína muscular, estamos diante
de um quadro terminal difícil de ser revertido. Para tanto,
dependemos do estado geral da ave, da patologia instalada, da eliminação
da causa, das possibilidades de se realizar testes laboratoriais e
da dedicação do tratados, medicando-a nas horas certas
e alimentando-a com sonda, quando necessário.
O tratamento é satisfatório
quando realizado corretamente e aplicado logo ao serem observados os
primeiros sintomas; caso contrário, ele se torna perigoso, principalmente
se não forem detectadas as causas do problema. Ao se medicar
a ave com uma medicação indicada para peito seco, mas
não especifica para a causa que está instalada, poderá atrasar
o tratamento correto e provocar alterações na flora bacteriana
normal da ave, piorando o quadro geral.
Por
isso muitas vezes apesar da causa inicial da doença ser única,
poderemos ter uma outra infecção instalada, que também
precisa ser tratada.
Os problemas
aqui apresentados podem ser prevenidos, desde que as aves recebam corretamente
o manejo, a alimentação e higiene, além de acompanhamento
veterinário periódico. As aves passam por épocas
delicadas e estressantes como o início do inverno, época
de muda e de reprodução, a participação
em concursos, em campeonatos, etc, necessitando ser bem preparadas
para esta fases, evitando assim a queda de sua imunidade e o aparecimento
de surpresas indesejáveis.
A alimentação é outro
fator de extrema importância, os problemas nutricionais são
vários, mas é um tema abrangente e que merece ser abordado
em outro ocasião. Mas lembrem-se, o correto armazenamento de
alimentos é fundamental para a manutenção de uma
boa alimentação.
Profilaxia
de doenças no plantel
A
prevenção
de doenças no plantel se inicia na aquisição
da ave, que deve ser hígida, ou seja, sem problemas aparentes. Se possível
realizar exame de fezes, um exame clínico a cargo de um veterinário;
não sendo possível, solicite a um criador experiente que a observe.
Toda ave
recém adquirida deve ficar sob quarentena, por aproximadamente
20 dias, ou seja, totalmente isolada. Havendo necessidade realizar
exames preventivos. Proceder identicamente com as aves que vão
para a reprodução, a fim de evitar surtos durante a presença
dos filhotes, que são os mais sensíveis.
Hoje em
dia, esses exames estão acessíveis pela quantidade de
laboratórios e ornitólogos à disposição.
Os exames são: Fezes: podem ser coletadas direto do fundo da
gaiola em coletores universais adquiridos em qualquer farmácia
e remetidos em 24-48 horas ao laboratório para exames de coccidiose
e verminose. No caso de constatação de problema de diarréia,
essas mesmas fezes conservadas em gelo podem ser usadas para cultura
bacteriana.
Outro exame
seria a Necrópsia, ou seja, a abertura das aves mortas ou de
ovos embrionários não eclodidos. Essa necrópsia
vai nos dar vários detalhes dos ovos afetados, da evolução
de doenças e de rotina do plantel.
Após
a necrópsia podem ser coletados fragmentos para cultura bacteriana,
ou seja, cultura do agente envolvido com a doença em questão
ou fragmentos para cultura bacteriana. Assim, poderemos adotar medidas
corretivas de manejo, alimentação e terapêutica.
Bócio:
Falta de Iodo nos alimentos. Acarreta o crescimento da glândula
tireóide do pescoço. Eles podem perder a voz e ter dificuldades
de respirar.
Craca: Presença
de uma casca em volta do bico e dos pés. Crescendo cada vez
mais na cara do animal.
Tratamento:
tente retirar a casca sem machucar. Procure em lojas especializadas,
remédio indicado, senão, tente usar mercúrio-cromo
em um cotonete, passando delicadamente na área atingida.
Coccidiose:
Provoca diarréia e pode ser observada quando o pássaro
está com suas penas arrepiadas, as fezes aguadas e verdes. Em
volta do ânus as penas ficam sujas e o pássaro apresenta
uma impressão de sujeira por todo o corpo.
Este protozoário
agride a mucosa intestinal de forma que altera a permeabilidade das
células absortivas intestinais promovendo perdas nutricionais
(eletrólitos, vitaminas, minerais e metais) podendo desencadear
um quadro de anemia por perdas sangüíneas nas fezes ou
pela deficiência na absorção intestinal de ferro.
A ave fica
enfraquecida com perda de apetite e quando não efetuado o tratamento
adequado pode se estabelecer um curso letal nesta patologia.
Diarréia:Pode
ser observada quando o pássaro está com suas penas arrepiadas,
as fezes aguadas e verdes. Em volta do ânus as penas ficam sujas
e o pássaro apresenta uma impressão de sujeira por todo
o corpo. Este pássaro deve ser isolado e sua gaiola e acessórios
esterilizados.
As causas
podem ser Coccidiose, Verminose, infecção bacteriana,
administração pelo criador de verduras mal lavadas ou
alface, sementes velhas ou mal conservadas. Suspenda a alimentação
de vegetais e cubra a gaiola para agasalhá-lo.
A coleta
das fezes deve ser providenciada para que o Médico Veterinário
possa prescrever o tratamento correto, lembrando que isso deve ser
feito o mais rápido possível, tendo em vista as aves
estarem debilitadas e desidratadas.
A coleta é feita
diretamente de um papel limpo colocado no fundo da gaiola e posteriormente
colocando em um recipiente estéril, pode ser o vendido nas farmácias
para coleta de fezes humanas.
Digestão:Se
os excrementos da ave estiverem muito líquidos, de uma cor anormal
ou até com manchas de sangue, ela pode estar com enterite, inflamação
do intestino. A causa pode ser uma mudança súbita da
dieta, e os casos leves podem ser resolvidos com a volta à dieta
de costume.
Uma diarréia
mais grave pode ser provocada por uma infecção, e às
vezes é preciso fazer exames laboratoriais para descobrir a
causa. Em geral, dão-se sementes com antibióticos para
combater as infecções bacterianas, e um medicamento conhecido
como probiótico pode ser acrescentado à água de
beber para restabelecer a flora intestinal.
Fraturas:Se
o pássaro quebrar um osso, a primeira providência é tirar
os poleiros e colocar as vasilhas de comida e bebida ao seu alcance.
Um osso quebrado leva mais ou menos um mês para ficar curado.
Você pode deixar que a cura se realize sozinha, ou, o que é mais
aconselhável, tentar encanar o osso, usando gesso dissolvido
em álcool ou água. Se for asa quebrada, corte as penas
da asa com muito cuidado e, dependendo da fratura, tente encaná-la
com um canudo de tomar refrescos cortado ao meio.
Se for perna
quebrada, pegue um canudo cortado ao meio, em sentido longitudinal.
Coloque as duas partes em volta do osso, amarre com uma linha e coloque
gesso. Deixe passar uns 45 dias e retire o aparelho.
Inchaço
nos Pés:Trata-se de uma infecção bacteriana que
deixa os pés inflamados, inchados e doloridos.
Poleiros
de diâmetro inadequado podem em parte provocar o problema, e é claro
que a obesidade pode agravá-lo, colocando mais peso sobre os
pés.
Neste caso,
o paciente vai precisar cortar os alimentos que engordam. Muitas vezes é necessário
um tratamento prolongado com antibióticos.
Maus Hábitos:Existem
pássaros que depenam seus filhotes, outros não deixam
ficar as anilhas, chegando a matar seus filhotes tentando retirá-las.
Se isso acontecer esporadicamente, se numa ninhada o pássaro
depenar ou arrancar as anilhas e nas subseqüentes para com esses
maus hábitos, não há nada a temer, terá sido
um problema passageiro.
Mas se ele
constantemente depena os outros pássaros e seus filhotes, você terá que
tentar vários expedientes, como: mudança na alimentação,
mais proteínas como gema de ovo cozido e inclusive um pedaço
de toucinho dependurado na grade da gaiola, pode ajudar. Alguns pássaros
nunca perdem estes maus hábitos, neste caso você não
deve usá-lo para procriação, pois eles poderão
transmitir, por hereditariedade, esses maus hábitos aos seus
filhotes. Não é certo, mas sempre há a possibilidade
e convém evitar.
Sempre que
possível evite usar remédios, use sempre: comida sadia,
higiene e espaço adequado.
Muda francesa:Perda
lenta, interminável e constante das penas. Causas prováveis:
falta de vitamina, falta de minerais, pouco espaço, ácaros
e piolhos. Acredita-se que é provocada por um Vírus.
Não se sabe ainda como curá-la, embora as aves doentes
possam melhorar com uma dieta bem nutritiva. Alguns pássaros
tiram suas próprias penas por tédio.
Tratamento:
dê melhores condições ao pássaro.
Ovo
Preso:As fêmeas jovens, ou que não voam, podem apresentar o problema
conhecido como ovo preso. O ovo pára no oviduto e não
sai.
O primeiro
sintoma de ovo preso verifica-se quando a fêmea desmonta todo
o ninho, ou senta-se sobre as penas do rabo. Você pode colocar
algumas gotas de óleo no canal de saída do ovo, ou então
colocar a fêmea cuidadosamente sobre vapor d'água para
facilitar a saída do ovo.
As fêmeas
que passam por este problema devem ficar sem reproduzir por toda uma
temporada, para que possam se refazer.
Prisão
de Ventre: A Prisão de Ventre, doença um pouco mais rara,
acontece quando o pássaro tem pouco espaço para exercitar-se.
Para evitar esse mal, alimente-o com verduras e forneça-lhe óleo
de fígado de bacalhau e dê-lhe espaço para exercitar-se.
Para evitar,
alimente-o com verduras regularmente e óleo de bacalhau, como
visto na alimentação.
Sintomas:
perda de apetite, tristeza. Tratamento: coloque uma pitada de sal de
frutas na água. No final do dia, troque esta água por
uma pura.
"Papo
azedo": É o termo que designa uma infecção
no papo, que serve para armazenar as sementes depois de serem engolidas,
provocando regurgitação malcheirosa.
Psitacose:
Também chamada de febre de papagaio ou ornitose. Psitacose é uma
doença infecciosa causada por bactérias, podendo eventualmente
infectar o homem. Muitas aves como os Psitacídeos, Pombos, Galinhas,
Canários e outras podem infectar-se e transmitir a doença.
O agente etiológico é uma bactéria chamada Chlamydia
psittaci.
A via respiratória
constitui a porta de entrada da bactéria.
Nas Aves:
O período de incubação da doença pode variar
de 3 a 6 dias. Os sintomas da doença são: sonolência;
debilidade; falta de apetite; eriçamento das penas; diarréia
com intensidade diversa. Ocorrem mortes súbitas sem sintomas
prévios da doença. Um animal doente pode ser curado,
mas continua portador eliminando o agente por meses.
O tratamento
de escolha é à base de antibióticos. Por isso,
nós indicamos que você trate a sua Ave com um Veterinário
responsável.
Nos Humanos:
febre; fortes dores de cabeça; picada no tórax; tosse
irritativa e dolorosa; dores lombares e nas extremidades; sudorese;
inapetência; fraqueza.
Resfriado:
Cura-se com agasalho. Mantenha a gaiola dentro de casa, dê ao
pássaro, se o resfriado não vier acompanhado de diarréia,
um pouco de açúcar mascavo na água. Você pode
administrar essa água, com um conta-gotas, diretamente dentro
do bico do pássaro.
Existem
alguns laboratórios especializados em remédios para pássaros,
com resultados bem positivos. Nas lojas especializadas você encontrará esses
medicamentos.
Sarna: Crostas
podem aparecer em volta do bico ou nas pernas. É provocada por
um ácaro pequeno, transmitido de ave a ave por contato direto
e que faz túneis até a camada superior córnea
da pele.
É fácil
de ser tratada com um pesticida aspergido nas áreas afetadas,
mas o bico pode ficar deformado se a moléstia não for
tratada rapidamente.
Ácaro
Vermelho (Dermanyssus sp): É parasita noturno, se protegendo
e reproduzindo em frestas, rachaduras e vãos, durante o dia.
Seu ciclo de vida pode ser completado em uma semana.
Em criadouros
pode permanecer por 6 meses, após a retirada das aves. A transmissão
do problema se dá através de objetos "contaminados" como:
gaiolas, comedouros, capas de gaiolas, outros acessórios e pelo
próprio trânsito de pessoas de um criadouro a outro. Eles
causam incomodo noturno, quando vão se alimentar de (sangue).
A ave não dorme direito, se estressando e perdendo nutrientes
ao parasita.
Podem causar:
diminuição da eficiência reprodutiva nos machos;
diminuição de postura nas fêmeas; diminuição
da velocidade de crescimento nos filhotes; fraqueza; letargia; e diminuição
de apetite. Dificilmente leva a morte.
Prevenção:
fazer quarentena das aves adquiridas; higiene de galpão, gaiolas
e acessórios; tratamento preventivo de aves suspeitas; evitar
que aves de torneios retornem diretamente ao plantel, pois podem estar
portando o parasita, adquirido de outra ave comprometida.
Ácaro
de Perna e Face (Knemidocotes sp): Causa sarna de bico, pernas e pé.
Vive sob a pele da ave, em galerias, promovendo a coceira.
A contaminação
por este é multifatorial, sendo que as principais são:
umidade ambiental baixa; hipovitaminose A (deficiência de vitamina
A); e deficiências nutricionais. O ácaro após infectar
uma ave, pode ficar até 2 anos, em forma latente (dormente),
sem levar a quadro clínico da doença.
Causam lesões
queratinizadas proliferativas (crostas) ao redor do bico, pernas e
pés. Geralmente as infecções crônicas (de
longa data) levam a deformação de bicos e unhas. Prevenção:
fazer quarentena e tratamento preventivo das aves, cuidados com a higiene
das gaiolas, acessórios e ambiente de criação
de aves deve ser bem ventilado e arejado, mas sem corrente de vento.
Aspergilose:
Agente causador: Aspergillus fumigatus (e diversos fungos do mesmo
gênero). Há possibilidade de serem infectados as vias
respiratórias, os olhos e a pele. Sintomas: Quando a infecção
se dá nas vias respiratórias (pulmão), o pássaro
respira mal, emagrece e morre. Controle da doença: O tratamento
consiste somente na prevenção. Evitar alimentos estragados
e mofados e a umidade. Quando a infecção ocorre nos olhos,
percebe-se que este ficam irritados e lacrimejantes. A aspergilose
não deve ser confundida com coriza e a difteria.
A infecção
cutânea provoca perda das penas, que se quebram facilmente. Controle
da doença: É feita com rigorosa higiene em locais bem
arejados e ventilados.
Cólera:
Agente causador: Pasteurella avicida.
Sintomas:
Os pássaros ficam enfraquecidos, as fezes ficam muito moles,
sanguinolentas de coloração amarelada. A autópsia
revela coração com secreção líquida
turvas e sinais de sangue, pulmões vermelhos, intestinos também
vermelhos e sanguinolentos, fígado com lesões de cor
acinzentada.
A doença
se propaga pelas secreções produzidas na boca e nariz.
Controle da doença. Usar medicamento a base de Sulfa (sulfatiazol,
sulfametazina etc.)
Medicamentos
modernos indicados:
Neo-sulmetina
SM, que é uma associação de sulfaquinoxalina e
neomicina. Põem-se dez gotas no bebedouro durante três
dias. Descansa-se dois dias e repete-se o tratamento.
Avemetasina,
que é uma associação de sulfaquinoxalina e sulfametasina. É preparada
com 2,5 ml do para um litro de água. Adiciona-se uma colherinha
de café de bicarbonato de sódio.
Existem
outros medicamentos como o Statyl, Averol, Tique-Taque, Averex, Avitrin
antibiótico etc.
Coriza:
Agente causador: Hemophilus gallinarum (forma aguda). Corpusculo cocobaciliforme
(forma lenta). As duas vêem associadas. Sintomas: Secreção
aquosa nos olhos e narinas. Com a evolução da doença,
as narinas ficam completamente obstruídas. Os olhos, em virtude
da infecção, ficam inflamados e a ave perde a visão.
Ocorrência:
Em locais sujeitos a ventos frios e lugares úmidos.
Controle
da doença: É recomendado somente no início. Usar
Argirol a 10% para pingar nos olhos. Misturar na comida Sulfatiazol
a 1% durante cindo dias.
Colibaciliose: É de
difícil diagnóstico em vida. Somente um exame feito na
autópsia pode detectá-lo. Pode ser confundida com cólera,
quando o pássaro morre em pouco tempo. Controle da doença:
higiene das instalações e imediata remoção
do pássaro doente.
Isosporose
ou Coccidiose: Agentes causadores: Isospora lacazei e outras espécies
do mesmo gênero. É um micróbio semelhante ao que
causa as eimerioses.
O reconhecimento
só é feito pelo exame microscópico na fase adulta.
O micróbio é expelido pelas fezes, e ao atingir a faze
adulta no chão, pode infectar os pássaros pelo ar, através
da comida e da água. Os pássaros adultos podem ser portadores
da isosporose sem apresentarem os sintomas da doença, porém
as fezes contaminadas podem atingir outros pássaros ou os próprios
filhotes.
A infecção
se agrava nos filhotes por serem mais sensíveis.
Sintomas:
Os pássaros ficam tristes, arrepiados, sem forças para
voar, mesmo que deles nos aproximemos. As fezes se tornam moles e as
vezes sanguinolentas. Os olhos ficam com as pálpebras semicerradas,
um pouco inchadas, e as vezes purgando.
A autópsia
revela intestino inflamado, com parede avermelhada, e as vezes com
sangue. Manchas esbranquiçadas podem estar espalhadas pela parede
intestinal.
Controle
da doença: Muita higiene, evitar umidade. Medicamentos indicados:
Vitasol Coccidex, usar por no mínimo 5 dias, ou até o
desaparecimento dos sintoma, ou medicamentos a base de sulfa.
Prevenção:
Limpeza diária das gaiolas. Evitar que pardais e outros pássaros
comuns em liberdade sujem nas gaiolas ou na comida.
Malária
ou Plasmodiose: É transmitida por mosquito. Agente causador
Plasmodium praecox (existem outras espécies do mesmo gênero).
A malária dos pássaros é produzida por agentes
muito parecidos com a do homem, mas não há contaminação,
nem de um nem de outro.
Sintomas:
A ave fica arrepiada, febril, não se alimenta, os olhos ficam
semicerrados, e ela freqüentemente tem dificuldade de respirar.
(a toxiplasmose possui sintomas semelhantes). Controle da doença:
Em aves já doentes deve-se ministrar cloridrato de quinina,
na dosagem de 1,5 miligrama ao dia. Prepara-se uma solução
de 2% e dão-se, em duas vezes, cinco gotas por vez.
Paratifo:
Agente causador: Salmonella typhimurium (podem ocorrer outras espécies,
excluindo-se a S. pullorum e a S. gallinarum).
Sintomas:
Os pássaros ficam "encorujados" e apresentam fezes
sanguinolentas. A doença é fatal, na maioria dos casos.
Controle
da doença: Eliminar o pássaro doente e desinfetar muito
bem o local.
Piolho de
Pena Causado por ácaro que se alimenta da própria pena,
as cerdas ficarão com aspecto de "roído", quebrado,
imperfeito e sem brilho.
Dependendo
da quantidade de ácaros, podem comprometer o vôo e retenção
de temperatura (pois as pernas agem como protetor e isolante térmico).
Além do aspectoestético que fica prejudiciado pela presença
de penas imperfeitas.
Prevenção:
Igual as anteriores.
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